quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Dominando o idioma - parte 2 de cursos online

Chegada a hora da verdade, desembarquei na Alemanha com o certificado de conclusão de curso básico online que assegurava minha fluência. Será?
Eu sabia que nada sabia e surpreendi-me. Consegui  ler cartazes, entender faixas, alguns letreiros. Embalagens de produtos, ou seja era capaz de reconhecer as palavras. Também, era capaz de falar os cumprimentos básicos. A musiquinha com números surgia em meu cérebro na hora que precisava deles.
Então, lá vai a verdade a respeito dos cursos online de idiomas: você pode aprender vocabulário, pronúncia, regras gramaticais e até algumas frases. Recomendo como ótima forma para rever ou reforçar estruturas. Além disso, método super prático no smartphone, pronto para preencher qualquer momento de ócio.
Os cursos online para idiomas, segundo minha pesquisa e dedicação por seis meses, mostraram-se efetivos em termos de vocabulário e contato com a língua. Aconselho a utilização como mais um instrumento de apoio para o aprendizado da língua. Todavia, não descarto a necessidade de um  bom curso presencial acompanhado de muita dedicação. Esta  última é imprescindível para o sucesso.
Por outro lado, os cursos online têm um fator positivo importantíssimo: a motivação. Fazem o que  a maioria dos cursos presenciais não fazem: elogiam muito e estão sempre enviando  mensagens motivacionais. Não te deixam desistir nem desanimar. Além das estrelinhas,  palavras comemorativas como “ vivas “  e  parabéns ao terminar cada exercício, há os e-mails te lembrando de estudar e não desistir.
Então resta a pergunta: Vale a pena? Sim, como apoio e  um instrumento de aprendizagem. Língua é interação, como já dizia Vygotsky e nada substitui a presença e a interação humana. Nenhuma novidade, até porque aprendemos uma língua para a  comunicação, não é? Conte-me sua experiência! Te aguardo.

Um oferecimento,







quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Curso de idiomas online - Parte 1 - nível básico

Há um considerável leque de opções para quem quer aprender um idioma sem sair de casa, ou seja, online. As razões são as mais variadas: valores, tempo disponível, praticidade, necessidade. Resolvi investigar como aluna e inscrevi-me em três  plataformas para aprender alemão. Será que deu certo?
Após uma pesquisa pelo  Google levantei algumas alternativas. Todos os cursos oferecem aulas grátis como estratégia para  cativar o cliente. A metodologia é basicamente a mesma: vídeo-aula, algumas interações como em cenas de filmes, exercícios online que se assemelham a jogos divididos em gramática, vocabulário, escuta , escrita e leitura e conversação. Resolvi iniciar a aventura/ pesquisa.
Dediquei-me diariamente às atividades e, nesse quesito, sou muito disciplinada, tendo experiência em cursos EAD.
Fui fazendo com meu caderninho de notas ao lado, escrevendo vocabulário e dicas, e revendo todo dia. A cada dois dias recebia mensagens e e-mails de encorajamento da plataforma. Se deixava de fazer por dois dias, logo recebia uma mensagem de encorajamento para não desistir.
O ciclo básico com direito à certificado corresponde a vinte lições. Ao terminar com sucesso a 10° lição recebi um parabéns enoooooorme  afirmando que eu já estava quase fluente. Como assim????!!!!!!!! Dei até um print na página!  Estudar todos os dias um pouco é primordial, assim sempre repito para meus alunos, mas fluente em 10 lições, é um pouco demais. Por outro lado, percebi que já conhecia um pouquinho das palavras e já começava a fazer associações com similaridades e diferenças quando comparava com as duas outras línguas que falo. De fato, comprovei a teoria que à princípio nosso cérebro compara os idiomas e vai construindo conhecimento comparativamente até que, definitivamente, incorporamos o novo idioma. Mas, em dez lições??
Segui em frente e após um mês, fui para a Alemanha. Como foi minha experiência?  Te conto na próxima postagem. Até quarta-feira que vem! Tschüss!

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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Espelho, espelho meu: para qual escola eu vou?

Em que escola coloco  meu filho?Uma questão que atormenta muito os pais. Há tantas possibilidades e, ao mesmo tempo, é uma escolha tão importante.
Costumo aconselhar aos pais que observem bem seus filhos e respeitem o perfil de cada um. Por exemplo: minha filha desde pequena adorava pintar, dançar e outras formas de expressão artística, por isso escolhi uma escola que tinha um ateliê de artes imenso e efetivamente fazia uso dele. Com o passar do tempo, minha filha demonstrou ter uma facilidade maior para a área de exatas, porém não abandonou o gosto pelas artes e, ao escolher, uma escola para o ensino médio, escolheu uma excelente escola com ênfase para as exatas, mas que tem aulas de arte/música nos três anos do ensino médio. Ela, inclusive participou de um concurso de contos incentivada pela escola e obteve o segundo lugar conquistando inclusive a publicação numa revista.
Por outro lado, meu filho desde pequeno demonstrou uma grande preocupação com as pessoas mais carentes e uma tendência para obter melhores resultados na área de  cálculos. Ele foi para uma escola onde a preocupação tanto com inclusão social como com a ajuda aos menos favorecidos seja em comunidades ou instituições tem um papel relevante, e concomitantemente, propicia participação em olimpíadas de astronomia, física, matemática e cursos de games.
Na verdade, meu objetivo é elucidar que cada pessoa tem um perfil e que  este precisa ser respeitado na hora de escolher a escola. Nossos filhos não são uma extensão de nós mesmos nem tampouco vieram ao mundo para realizar nossas  frustrações ou desejos.
Eu sugiro que visitem as escolas sem as crianças/adolescentes primeiramente para averiguar questões práticas como locomoção, valores e métodos, para só posteriormente levar as crianças até a escola e, nesse momento,  observem atentamente seus filhos:
- O que ele gosta de fazer? Desenhar? Pintar? Colorir? Ler?
- Ou é mais voltado para os exercícios físicos e atividades ao ar livre?
- Levanta bem humorado ou precisa dormir até tarde?
- Faz amigos com facilidade? Ou é mais tímido?
- Quais os valores da escola?
-Quando são mais velhos: costumam cumprir com as tarefas escolares, como são as notas, qual a área de preferência? Precisam de supervisão nos estudos?
Todos estes aspectos da personalidade ajudam a traçar  um roteiro do ambiente e método que irá ser mais adequado para que seu filho possa se desenvolver intelectualmente e se adaptar à escola. Boa sorte na empreitada!

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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Ação de Graças ou Thanksgiving

Thanksgiving  ou Dia de ação de graças
Primeiro feriado americano, é fonte de muitas atividades nas escolas bilíngues. Trabalhamos história e geografia para contar a origem do feriado, artes com trabalhos manuais característicos da data, religião, alimentação, tradição e cultura.
Em meio à organização dessas atividades, deparei-me com uma que me encantou. Utilizando aquele jogo de pega-varetas, cada cor corresponde a um agradecimento. Assim, praticamos:
Em inglês, I´m grateful for ou em português, Sou grato por ou agradeço por, falado de acordo com a cor da vareta  retirada com sucesso.
Cada cor significa alguma coisa (tem essa lista básica, mas você pode mudar):
Vermelho: Pessoas que você é grato por
Laranja: Você é grato por qual lugar
Verde: Por qual comida você é grato
Azul: Por qual “coisa” (material) você é grato
Roxo: Você é grato por
 Adorei esta ideia retirada do https://teachbesideme.com/.
Além de ser usado em sala de aula, acho muito útil para jogar em família por muitas razões:
- praticamos a gratidão;
-ensinamos gratidão;
-jogamos em família;
-compartilhamos alguns momentos sem celulares.

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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Como ensinar as gerações X.Y,Z

Cada geração tem suas características e  compreendê-las  poderá ser de grande valia na hora de ajudar um aluno a construir conhecimento.
 A geração baby boomers necessita de aulas calmas e sossegadas, com um ritmo que propicie  absorver, refletir, questionar e então assimilar o conteúdo. A mudança entre as atividades  deve ser suave e bem planejada. Esta geração precisa dos detalhes da gramática, dos fundamentos e da estrutura ensinada de modo clara e treinada através de muitos exercícios. A lição de casa é sempre bem-vinda.
A geração X, por sua vez, gosta de um pouco de tecnologia, mas não só , vídeos, séries de tv e músicas são muito bem-vindas. Não dispõem de  muito tempo para lições de casa porque trabalham muito, mas gostam de estudar, fazer provas e avaliar o progresso.
Os Millennials ou geração Y evoluem melhor se houver a utilização de muitos recursos tecnológicos. Embora interajam  pessoalmente precisam de atividades que os levem a desenvolver a habilidade de prestar atenção às pessoas, ler o que as pessoas estão pensando ou sentindo sem que seja falado, enfim fazer uso do olho-no-olho.  Outra ferramenta  importante que precisa ser ensinada é  traçar metas e fazer planos a curto, médio e longo prazo porque muitos têm a ilusão de que rapidamente obterão o sucesso financeiro e profissional chegando a CEO ou Presidente da empresa em  dois anos. A geração  Y acostumada a um clique  como portal para todas as respostas, precisa aprender a lidar com emoções especialmente medo, frustração e  fracasso.
A geração Z, que já nasceu mergulhada na internet, interessa-se por tudo o que for tecnológico, por este motivo, recursos de mídias sociais, aparelhos e vídeos atraem a atenção e ajudam muito como ferramentas de aprendizagem. Por adorarem a exposição na mídia,  precisam trabalhar a socialização presencial, ou seja, desenvolver a inteligência inter e intrapessoal. Esta geração vive encarando uma tela nos mais diversos tamanhos: tv, celular, tabletes, laptop, netbook e, constantemente, uma vez que  até no elevador, a tela está passando notícias ou fazendo propaganda. Por isso, ser ensinados a ler as emoções nos rostos das pessoas e aprender a ler a expressão corporal e o olhar tornam-se ensinamentos essenciais.  Nesta questão de desenvolvimento da inteligência emocional,  aprender a lidar com frustração e rejeição figura-se cada vez mais necessário porque não receber curtidas é  muito depreciativo. levando o jovem à depressão e à sensação de exclusão.  Por tudo isso, muito além do conhecimento acadêmico, um trabalho mais holístico é o caminho.

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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

O alfabeto em gerações: X, Y, Z...o que é isso?

Nosso cérebro grita por categorização: palavras, animais, recursos e por que não pessoas? A psicologia  apresentou várias  sugestões de categorias para classificar o ser humano. Assim, também, as gerações são classificadas. Mas, o que essas siglas significam? Será apenas mais uma forma de categorizar? Algo como astrologia chinesa que reúne as características pelo ano de nascimento?
Oficialmente, a geração X inclui aqueles que nasceram no início de 1960 até o início dos anos 80. É um grupo identificado como jovem, mas sem uma identidade aparente.  Cresceram  passando pela fase dos  hippies, discos e viram surgir  o  fax, o computador pessoal,  a impressora, o Email, etc. Toda esta tecnologia fantástica que embora atraente mudava radicalmente e aceleradamente a maneira de trabalhar. Esta foi a geração criada com a mãe dizendo  “ - Enquanto estuda não pode ver TV nem ouvir música. Desliga a TV.”
No período seguinte, entre os anos 80 e 90, temos  a geração  Y  ou Millenium desenvolvendo-se em uma época marcada pelo avanço da tecnologia e prosperidade econômica. As crianças da geração Y cresceram tendo o que muitos de seus pais não tiveram, como TV a cabo, videogames, computadores e muito mais. Foram criados cercados por uma vida mais confortável e cheia de facilidades como por exemplo o controle remoto. Sequer levantar para mudar o canal, cujo seletor antes era redondo, eles precisaram. Estes jovens, ao contrário dos anteriores, têm como hábito ser  multitarefas, podendo ao mesmo tempo trabalhar em mais de um projeto, responder e-mails, acompanhar as notícias através de algum site, conversar com os colegas de trabalho, conversar com os amigos online, ouvir música e dar atenção às redes sociais. E, ainda, estudar. A televisão nem precisa estar ligada, pois o celular já traz tudo.
A geração dos nascidos  a partir  de 1992, aproximadamente,  compõe a geração Z. Este, por sua vez, são  nativos digitais e quase já nasceram de posse da tecnologia. Enquanto a geração anterior foi crescendo junto com o avanço tecnológico, esta já nasceu conectada à internet. Por isso, adoram a exposição da vida pessoal, o compartilhamento constante e a comunicação online. Porém, apresentam sérias dificuldades em manter um relacionamento mais íntimo e perceber os sentimentos alheios. São extremamente vulneráveis à opinão alheia e ansiosos ao extremo, uma vez que estão acostumados a obter tudo com apenas um clique. Por outro lado, costumam ter visões engajadas em questões socioambientais.
Ao falar em gerações, não podemos nos furtar a mencionar o grupo nem-nem. Embora sejam considerados quase um sinônimo para geração millenium, este grupo não estuda nem trabalha. Por outro lado, sonha em alcançar objetivos financeiros altos em até dois anos e trabalhar numa empresa gigante da tecnologia.
Desconsiderando as desvantagens de categorizar pessoas pela data de nascimento sem refletir sobre o meio e muitas outras variantes, esta classificação nos ajuda a compreender mais as novas gerações e, ao invés de assumirmos uma postura de crítica, procurar trabalhar juntos para crescer e evoluir.
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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Novos rumos da escola

Aprender a fazer? Um dos pilares da educação segundo a UNESCO. Mas, o que é isso?
Há algum tempo,  o  filósofo e professor Mário Sérgio Cortella, estimou que uma criança de 7 anos chega à escola com uma média de 5 000 horas de televisão assistidas numa gama de programas que vão de desenhos à telenovelas passando por documentários e notícias. Por isso, a escola tem que ser diferente da época em que nós fomos alfabetizados. Uma nova geração demanda um novo approach devido às novas necessidades. Porém, questiono, o que dizer da geração que está chegando agora às escolas?
Num breve passeio por restaurantes e shopping centers da cidade, veremos crianças com dois anos de idade já de posse de um celular ou tablete. Essa nova geração já nativos digitais definitivamente não podem encontrar a mesma escola que nós encontramos. Na verdade, nem mesmo a escola que a geração Millenium frequentou.
Nesta era, em que com  um click , a criança adquire o conhecimento que quiser porque tudo está disponível em segundos, a escola precisa se reinventar. Quadro, lousa, markers e vovô viu a uva, precisam se repaginar.

Nesta busca, retomo os pilares da educação segundo a UNESCO: “aprender a conhecer (adquirir instrumentos de da compreensão), aprender a fazer (para poder agir sobre o meio envolvente), aprender a viver juntos (cooperação com os outros em todas as atividades humana), e finalmente aprender a ser (conceito principal que integra todos os anteriores).  Estas quatro vias do saber, na verdade, constituem apenas uma, dado que existem pontos de interligação entre elas., eleitos como os quatro pilares fundamentais da educação.”
As aulas devem ter esses pilares como bússola ou GPS para usar um vocábulo mais atual, talvez ainda mais atual WAZE. Nossos alunos precisam aprender a fazer fazendo. Tornar as aulas mais práticas e atraentes retirando-os da situação passiva oferecida pela internet.
As atividades desenvolvidas pelo KIDZANIA por exemplo, podem e devem ser trazidas para a escola ensinando as crianças sobre finanças, o valor do dinheiro, organização, escrita, profissões, sonhar,   e planejar objetivos.
O mesmo conteúdo pode ser apresentado de diversas formas. Inove!


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