quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Diário ou agenda?

Escrever é um dom?  É treino ?  Pode ser  aprendido? 
Acredito que seja um pouco de tudo. Para alguns parece fluir como um dom, por outro lado treinando podemos aprimorar a técnica.  Desde a adolescência que mantenho diários, escrevo sonhos que tenho, planos, rezas, promessas, desabafos, sentimentos, conto minhas histórias para mim mesma de forma a preservar sentimentos e sensações ou digerir melhor alguma situação difícil.
Às vezes, penso no que fazer com eles: devo destruí-los? Não tenho coragem. Releio? Raramente. Talvez, durante a arrumação dos armários, eu me detenha em algumas páginas, mas nada muito longo. O lugar deles é lá, no passado mesmo.
Ao passear por uma livraria, fiquei muito feliz porque vi que alguém me compreende. Encontrei alguém que não só  mantém diários/ agendas como ensina a fazer. Encontrei o livro Diário em tópicos de Rachel Wilkerson Miller.
O livro é muito interessante, pois sugere que se escreva lista de filmes assistidos no ano, livros, séries de TV, músicas, lugares frequentados, trechos de textos que marcaram e que se anote a vida financeira também. Gostei da categorização e organização. Meus diários/ agendas seguem um sistema que desenvolvi usando clips coloridos. Vermelho para urgências, verde para financeiro, vermelho ou rosa para coisas que gosto, dourado ou amarelo para palestras e cursos. Ao final do ano, meu diário/ agenda é quase uma enciclopédia Barsa de tão grosso!!  Oh, meu Deus, revelei minha idade...quem sabe o que é Barsa hoje em dia??...rs
Na era da Tecnologia, talvez as pessoas se perguntem porque não uso a agenda digital. Eu uso, meu celular detém as informações de compromissos agendados e, em alguns momentos, até tomo algumas notas. Mas, é na querida agenda/ diário que me esparramo de coração.
Experimente! Um diário é uma companhia e uma fonte de auto-conhecimento, além de ser um grande instrumento de organização.
Depois, me conte.


Um oferecimento,






quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Mães, máquinas de costura e modernidade

Minha mãe era costureira e, muitas vezes, adormeci e acordei ao som da máquina de costura dela. Até hoje, às vezes, pareço acordar  e ouvir ao fundo o barulho constante da máquina. Fico surpresa e, ao mesmo tempo, triste, ao perceber que não voltei à infância nem àqueles momentos  cujo movimento ritmado me embalava.
Com estes pensamentos invadindo minha mente, comecei a pensar se haveria um som que remetesse meus filhos a minha pessoa. Debati-me tentando encontrar algo até que me lembrei que meu filho me chama de menina de praia , logo talvez o barulho do mar que tanto amo poderia remeter a lembranças de mim. Enquanto formulava esta crença, escuto minha filha gritando da sala de TV:”Mãe, também quero cappuccino!” Neste instante, percebi que o barulho que remete a mim é o do micro-ondas!!!! Sinal dos tempos, tempos modernos!
E você? Algum ruído  remete à sua mãe ou à infância? Qual?  E como  você será lembrado ou lembrada? 
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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Uma cinquentona


Uma cinquentona….ela passou pela revolução de 64, temeu o golpe de estado, os cara- pintada na rua e todos os movimentos das Diretas-já, viu a eleição de Tancredo Neves , a posse do Collor e vou te poupar de relatar todos os fatos históricos e nomes de presidentes militares ou não. Até um impeachment, ela testemunhou!
Sofreu com a inflação descontrolada e sobrecarregou-se para colaborar com o orçamento doméstico estocando produtos.
Na vida pessoal, participou do crescimento da família com a chegada de uma menina e depois de um menino. Testemunhou o crescimento dos dois aprendendo a andar, falar, correr e brigar. Até um gato trouxeram para casa.

Com tristeza viu as crianças crescendo, saindo de casa, porém retornando com os bebês.
A saúde? É inspirou cuidados algumas vezes, mas sempre contornáveis e lá permaneceu firme e forte. Sair de casa? Aposentar-se? Nem pensar. Já fazia parte da família.
Com pesar, presenciou a partida de um membro da família. Baqueou, mas lá permaneceu intrépida, vitoriosa. Um exemplo do que é resiliência.
Aos 54 anos ainda está majestosa e até conservada para a idade. Não sei se o pinguim é o responsável por mantê-la trabalhando até hoje. Sei apenas que ela reina absoluta em lugar de destaque na cozinha: a original geladeira Frigidaire. Desde 1963.

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segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

São Longuinho e as chaves

Responda rápido: O que você faz quando perde alguma coisa? Bem, eu sempre acho que perdi os cartões, a carteira, os documentos, dinheiro, por isso tenho larga experiência em responder: Fico desesperada. Minha filha já nem se abala e afirma:  - Mãe,  você nunca perde nada.
Nem posso reclamar, porque ela está certa, mas, em desespero, invoco São Longuinho, Santo Antônio e se a coisa apertar até o Saci –Pererê. Dou 3 pulinhos e gritinhos com grande animação e em agradecimento profundo. Já para Santo Antônio apelo para minha madrinha e comadre implorando: - Você que é mais amiga dele, pede pra mim vai?
As coisas agora estão mais difíceis, pois as chaves começaram a desaparecer.... verdade...desaparecimento espontâneo...somem da mesa, da fechadura, do porta-malas. Levamos algum tempo para perceber que São Pedro estava morando em casa....
Um belo dia, olho para os bolsos da calça do meu pai e percebo que estavam cheios, volumosos e pesados. Então, perguntei o que ele tinha nos bolsos e uma luz se acendeu em minha mente ao ouvir:   – Minhas chaves!

 Agora ficou fácil descobrir o paradeiro das chaves, complicado está fazê-lo entender que a chave não é dele. Restou-me rezar para São Pedro na esperança que a sessão convencimento seja breve porque o velhinho é ligeiro, descuidou, dançou, #probolso. Fico imaginando que estarei fazendo o mesmo em alguns anos, mas comigo irá tudo para as minhas bolsas já apelidadas de buraco negro.#sãolonguinhomeacuda!

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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Escuta atenta em tempos de comunicação

Escuta atenta
Irônico pensar que na era da comunicação, ouvir é tão raro. Há um certo receio de se perder em si mesmo ou nos pensamentos. Por isso, não escutar constitui-se uma estratégia  de proteção.
Ouvir é raro. Precisamos limpar os ruídos dos próprios pensamentos, hábitos de pensar, pesar, avaliar. Às vezes, não ouvir é um mecanismo de defesa, um temor de se perder em si mesmo, ou seja uma proteção. Ouvir exige um desprendimento que deve ser exercitado, pois é proeza bem difícil.
Neste caminho, é importante lembrar que todo mundo tem uma história. Ouça essa história do começo ao fim sem julgamentos. Entre em sintonia. Imagine que você está garimpando ideias para planejar o próximo passo.  A escuta atenta proporciona uma compreensão das situações, dos sentimentos e pensamentos das pessoas ao seu redor, aprofunda a empatia, conquista engajamento e credibilidade.
Uma técnica é ouvir os pontos críticos para poder investigar melhor e descobrir a raiz do problema. Ouvindo você será capaz de entender o cerne da questão e recomendar a solução. Faça perguntas abertas, sem acusações, deixe que o outro compartilhe suas motivações, aspirações, alegrias, dores, preocupações e pontos críticos. Por exemplo, não se aproxime de um menino já dizendo “ Você quebrou o vidro da janela de propósito, não foi? Faça uma pergunta aberta “ Olá, Fulano. Conte-me o que foi que aconteceu na sala de aula.” Soa mais como um convite. E realmente, ouça, apenas escute atentamente. Jennifer B. Kahnweiller, em seu livro A Força dos Quietos, sugere que o ouvinte mantenha-se numa ilha de calma, sem interromper nem pressionar, pois o silêncio pode levar o outro a revelar mais sobre si mesmo.
Os principais passos são:
- ouvir atentamente inclusive com a postura corporal; demonstre verdadeira disposição para ouvir.
-resuma o que foi dito com suas palavras,
-faça perguntas abertas,
-ajude a pessoa a entrar em ação.

Saber é ouvir é essecial seja em casa, no trabalho ou em momentos de lazer. Desenvolva esta habilidade.

Sugestão de leitura:

 A Força dos Quietos, Jennifer B. Kahnweiller

 Texto: Você sabe ouvir? Artur da Távola

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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Dominando o idioma - parte 2 de cursos online

Chegada a hora da verdade, desembarquei na Alemanha com o certificado de conclusão de curso básico online que assegurava minha fluência. Será?
Eu sabia que nada sabia e surpreendi-me. Consegui  ler cartazes, entender faixas, alguns letreiros. Embalagens de produtos, ou seja era capaz de reconhecer as palavras. Também, era capaz de falar os cumprimentos básicos. A musiquinha com números surgia em meu cérebro na hora que precisava deles.
Então, lá vai a verdade a respeito dos cursos online de idiomas: você pode aprender vocabulário, pronúncia, regras gramaticais e até algumas frases. Recomendo como ótima forma para rever ou reforçar estruturas. Além disso, método super prático no smartphone, pronto para preencher qualquer momento de ócio.
Os cursos online para idiomas, segundo minha pesquisa e dedicação por seis meses, mostraram-se efetivos em termos de vocabulário e contato com a língua. Aconselho a utilização como mais um instrumento de apoio para o aprendizado da língua. Todavia, não descarto a necessidade de um  bom curso presencial acompanhado de muita dedicação. Esta  última é imprescindível para o sucesso.
Por outro lado, os cursos online têm um fator positivo importantíssimo: a motivação. Fazem o que  a maioria dos cursos presenciais não fazem: elogiam muito e estão sempre enviando  mensagens motivacionais. Não te deixam desistir nem desanimar. Além das estrelinhas,  palavras comemorativas como “ vivas “  e  parabéns ao terminar cada exercício, há os e-mails te lembrando de estudar e não desistir.
Então resta a pergunta: Vale a pena? Sim, como apoio e  um instrumento de aprendizagem. Língua é interação, como já dizia Vygotsky e nada substitui a presença e a interação humana. Nenhuma novidade, até porque aprendemos uma língua para a  comunicação, não é? Conte-me sua experiência! Te aguardo.

Um oferecimento,







quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Curso de idiomas online - Parte 1 - nível básico

Há um considerável leque de opções para quem quer aprender um idioma sem sair de casa, ou seja, online. As razões são as mais variadas: valores, tempo disponível, praticidade, necessidade. Resolvi investigar como aluna e inscrevi-me em três  plataformas para aprender alemão. Será que deu certo?
Após uma pesquisa pelo  Google levantei algumas alternativas. Todos os cursos oferecem aulas grátis como estratégia para  cativar o cliente. A metodologia é basicamente a mesma: vídeo-aula, algumas interações como em cenas de filmes, exercícios online que se assemelham a jogos divididos em gramática, vocabulário, escuta , escrita e leitura e conversação. Resolvi iniciar a aventura/ pesquisa.
Dediquei-me diariamente às atividades e, nesse quesito, sou muito disciplinada, tendo experiência em cursos EAD.
Fui fazendo com meu caderninho de notas ao lado, escrevendo vocabulário e dicas, e revendo todo dia. A cada dois dias recebia mensagens e e-mails de encorajamento da plataforma. Se deixava de fazer por dois dias, logo recebia uma mensagem de encorajamento para não desistir.
O ciclo básico com direito à certificado corresponde a vinte lições. Ao terminar com sucesso a 10° lição recebi um parabéns enoooooorme  afirmando que eu já estava quase fluente. Como assim????!!!!!!!! Dei até um print na página!  Estudar todos os dias um pouco é primordial, assim sempre repito para meus alunos, mas fluente em 10 lições, é um pouco demais. Por outro lado, percebi que já conhecia um pouquinho das palavras e já começava a fazer associações com similaridades e diferenças quando comparava com as duas outras línguas que falo. De fato, comprovei a teoria que à princípio nosso cérebro compara os idiomas e vai construindo conhecimento comparativamente até que, definitivamente, incorporamos o novo idioma. Mas, em dez lições??
Segui em frente e após um mês, fui para a Alemanha. Como foi minha experiência?  Te conto na próxima postagem. Até quarta-feira que vem! Tschüss!

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